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Galeria de Fotos -'Novo' lago ameaça chineses

by lulusinha0 (31/05/2008 - 21:15)

 


  Galeria de Fotos -'Novo' lago ameaça chineses

Vista aérea de prédios submersos pelo lago formado após os terremotos que atingiram Beichuan, no sudoeste da China. Mais 150 mil moradores de regiões próximas ao lago foram retiradas por risco de uma grande inundação, afirmaram nesta quarta-feira meios de comunicação oficiais.

"Lago de terremoto" obriga à nova operação de retirada na China

Vista aérea de prédios submersos no lago formado após os terremotos que atingiram Beichuan, na China (Reuters)
 
BEICHUAN, China - A China retirou de suas casas outras 150 mil pessoas que moram nas proximidades de um grande lago formado depois do devastador terremoto deste mês -- teme-se que o lago arrebente e que provoque uma grande inundação, afirmaram na quarta-feira meios de comunicação oficiais.
No mesmo dia, as Forças Armadas do Japão prometeram enviar barracas e cobertores para a China depois de o governo chinês ter pedido ajuda, disse a agência de notícias japonesa Kyodo.
O lago Tangjiashan nasceu quando deslizamentos de terra provocados pelo terremoto de 12 de maio bloquearam o curso do rio Jianjiang, no condado de Beichuan (Província de Sichuan), nas cercanias do epicentro do pior abalo sísmico ocorrido na China em décadas.
Oficialmente, o terremoto de 7,9 graus na escala Richter já matou 68 mil pessoas, mas essa cifra deve aumentar ainda mais já que há quase 20 mil vítimas consideradas desaparecidas.
Na terça-feira, tremores de terra derrubaram 420 mil casas, muitas delas anteriormente comprometidas.
O pedido da China ao Japão, que o governo japonês afirmou estar avaliando, faria com que os militares japoneses ingressassem em território chinês pela primeira vez desde o final da Segunda Guerra Mundial e aponta para o grande desafio com que os chineses se deparam.
As relações sino-japonesas, tradicionalmente difíceis devido à brutal ocupação japonesa de partes da China entre 1931 e 1945, tem melhorado nos últimos meses e equipes de resgate e médicos japoneses chegaram à Província de Sichuan pouco depois do terremoto de 12 de maio.
O presidente chinês, Hu Jintao, afirmou a um grupo de políticos de Taiwan em visita à China que os esforços de ajuda deparavam-se com muitos desafios.
"A enorme destruição provocada pelo terremoto, o imenso número de vítimas e as extremas dificuldades para levar adiante os esforços de ajuda formam um cenário poucas vezes visto ao longo da história", afirmou Hu.
O governo reduziu para zero as tarifas de importação para vacinas, antibióticos e produtos do anti-soro sanguíneo, afirmou o Ministério das Finanças do país.
Enquanto lutam para levar ajuda às vítimas diretas do abalo sísmico, as autoridades tentam também evitar que represas e reservatórios de água fragilizados provoquem novos desastres.
Nas proximidades do lago de Tangjiashan, os moradores foram retirados de suas casas durante a noite enquanto engenheiros escavavam um canal de escoamento para evitar uma enchente.
Até 1,3 milhão de pessoas se veriam obrigadas a deixar suas casas se as barreiras do lago se romperem por completo, afirmou o jornal China Daily.
O nível das águas em Tangjiashan, um dos 35 "lagos de terremoto" formados pelo tremor, continua a subir. E uma enorme eclusa que vem sendo construída só ficaria pronta dentro de mais uma semana, disse o diário.
O terremoto deve também prejudicar os esforços da China para limitar a inflação neste ano, disse uma importante autoridade do governo. E isso por causa dos danos às safras agrícolas e aos pesados investimentos necessários nas obras de reconstrução.
"Neste momento, é difícil dizer de quantos pontos percentuais a mais será a pressão inflacionária, mas certamente haverá algum tipo de pressão", afirmou Xu Xianchun, vice-chefe do Escritório Nacional de Estatísticas.
Atingir a meta de uma taxa anual de inflação de 4,8 por cento em 2008 seria algo muito difícil, disse.
No entanto, Mu Hong, vice-presidente da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, maior agência de planejamento econômico da China, afirmou que o terremoto afetaria de forma profunda a economia da região atingida, mas não teria reverberação no crescimento nacional.
 
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